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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

OBSERVAR (DaniGomes)


Se somos observados em muitos momentos,
Se somos criticados em muitos momentos,

Estão vendo que há esforços, que há tentativas.
Estão vendo que há caráter e perseverança
Estão vendo que os obstáculos não nos fazem parar

Então vale a pena continuar superando
Então vale a pena continuar tentando ser feliz

Em algum momento as lagrimas que foram derramadas
Serão recolhidas
Em algum momento o orgulho não será cedido

Assim em muitos momentos podem observar
Assim em todos os momentos as criticas serão incentivo
para valer a pena continuar tentando ser feliz.

domingo, 12 de agosto de 2012

Voce me ve (DaniGomes)

Voce me ve sorrindo
mas nao repara que meus olhos estao vermelhos e inchados
de tanto ter chorado.

Voce me ve firme e forte,
mas nao reparou que meus joelhos estao esfolados e
com cicatrizes, minhas maos machucada de tanto tatear
onde me apoiar para levantar.

Voce me ve sempre com respostas e me chama de ignorante,
mas nao reparou que apenas sou objetiva e direta.

Voce me ve com atitudes e sempre tomando a iniciativa
mas nao reparou que tudo isso é por falta de alguem que
faça por mim.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

HIPOCRISIA (DaniGomes)

Pessoas enterram sentimentos e lembranças.
Não choram por isso.

Pessoas ao serem rejeitadas, ignoradas
estimulam-se a pedir perdão.
Por egoísmo.

Pessoas ao ouvir pedido de desculpas
ou uma segunda chance,
Enchem-se de orgulho e alimentam
seu ego.

Mas se a fatalidade entra na
sua vida, neste momento, dizem que
ficam arrependidas.



Hipocrisia.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

EDWARD (DaniGomes)

Quem não acredita em amor à primeira vista?


Ellah, aos quinze anos, mudou-se com sua mãe para um edifício novo.

Na primeira semana, ainda adaptando-se ao local, estava entrando pela porta principal do condomínio e ao mesmo tempo saía Edward, alto, loiro, tão branquinho mas um azul incrível nos olhos, sorriso iluminador e educado desculpando-se por ter "esbarrado" na menina nova do prédio.

Seus olhares por um longo momento não desviaram-se por nada, parecia que já se conheciam.

A expectativa continuou, pois depois daquele momento, não o viu mais.

Ellah criou hábito de esperá-lo pela janela. Para saber seus horários e amigos.
Mas quando descia para encontrá-lo "por acaso", não dava certo.
Edward até tentou em variados horários diferentes encontrá-la também, mas esforços em vão.
Mas ainda esperançosa.
Ellah aguardando a porta do elevador abrir para descer, foi surpreendida com a imagem real, ele, o loirinho e branquinho de afeição tão marcante, em sua frente entrando.

Eram corações disparados, barrigas flutuantes, pernas "à bamba" e imaginações adolescentes.

Totalmente sem saber o que fazer, os dois ali sozinhos, sem nada de palavras, mas com sentimentos transbordando em seus corações e olhares... Um repentino beijo surgiu.
Edward simplesmente a beijou com toda vontade e sentimento de seus adoráveis dezessete, quase dezoito anos. Apenas a parede do elevador de base, para deixar na história daquele momento.
Após este dia, tornaram-se amigos.
Parceiros.
Cúmplices.
Inseparáveis.
Namorados.
Apaixonados.
Completos.
Ellah gostava de ver o programa Furacão 2000. Edward ouvia Elton John.
Enquanto ainda estava no colégio, ele fazia estágio.
Ela preocupada com postura e etiqueta, ele atrapalhado esbarrando nas portas de vidro.

Sem possuírem telefones celulares ou internet, a comunicação era inevitável.
Seus horários eram diferentes.Mas não falhavam nos encontros.

Foram meses com dedicação e carinho.

No colégio já era costume perguntarem por ele.
Em seu estágio, era costume perguntarem por ela.

E na rotina de esperá-lo na janela, ele mudou os horários.
Uma semana sem ver seu querido.

Mas este prazo estava prolongando. Parecia uma eternidade cada período do dia.

Assim como num deserto, Ellah o enxergava por miragens na entrada do prédio. Ele ali parado, com a jaqueta azul de veludo combinando com os olhos, em frente ao elevador.
Já era inverno. Seu coração estava aguardando para ser aquecido. Seus lábios congelando.

Não queria ela conformar-se em não ter sido avisada. Sentiu-se deixada, trocada e abandonada. Seu coração aflito já estava desesperado, com raiva e saudade.

Questionava-se com a frase que ele havia dito: - Preciso falar com você.
Mas "Falar o que? Quando? Porque não aparece? Porque não falou antes?"

Duas semanas passaram-se.
Ellah ouviu a vizinha, uma senhora de idade que não gostava de adolescentes, comentando aliviada que havia menos um no prédio.

Foi lamentar-se com sua mãe, não acreditou que Edward havia realmente se mudado e não falou nada. Mas em resposta, sua mãe disse que não, não mudou.
Que infelizmente o acidente dele foi fatal.

(Baseada numa história real)

domingo, 8 de janeiro de 2012

Julia, No Trem (DaniGomes)

Julia precisa pegar o trem. Foi até a estação no centro de Porto Alegre e aguardava paciente. Ao entrar no vagão, quase vazio, sentou-se próximo a janela. Como esqueceu seu livro, viaja em suas observações e pensamentos com as pessoas entrando e saindo. Segurava-se para não rir de alguns "naipes" (como dizem os paulistas) que apareciam por ali. Congelava algumas paisagem que passavam pela janela, as vezes "se puxava" de volta para realidade. Até que reparou no rapaz de camisa vermelha. Mentalmente ela falava: - Senta aqui, senta aqui, senta aqui! Parece que o rapaz, de cabelo curto e bem cortado, olhos quase claros, alto, incrivelmente cheiroso ouviu. Ao sentar-se do lado de Julia, sem notá-la, estava com o celular em mãos escrevendo mensagem. Enquanto isso, Julia imaginava possibilidades de chamar a atenção do "bonitão". Pois ele poderia descer em breve. Então ela passou a mão no cabelo, encostou no braço dele abrindo a bolsa, tussiu, perguntou a hora, mas nada adiantou. Em seguida o bonitão levantou e saiu pela mesma porta que entrou. A tristeza estava estampada no olhar que acompanhava aquele rapaz de vermelho tão bonito indo embora. Frustrada de cabeça baixa, Julia tentava conformar-se. Lembrava daquele diálogo que não aconteceu. Mas levantou seus olhos e continuou com as observações e pensamentos com as pessoas entrando e saindo. Certo momento sentiu um empurrão no seu braço e ao olhar para censurar, ouviu timidamente um pedido de desculpas. -Uau!!Pensou ela e ao mesmo tempo fazendo um sim com a cabeça. Julia começou a imaginar possibilidades de chamar a atenção do deste moço, não muito alto, camiseta verde combinando com seus olhos...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

(DaniGomes)

Há ações que não são necessárias,
Mas são tomadas.

Assim como quem fala o que quer,
Ouve o que não quer.

Quem ama de mais,
Se magoa de mais.

Quem se expõe muito,
As pessoas falam muito.

Quem se doa à amigos,
Tem riscos maior de decepção.

Quem tenta arriscar mais,
Tem mais chance de conseguir o que deseja.

Há lágrimas que não são necessárias,
Mas são derramadas.

Há momentos que não são necessários,
Mas são vividos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Para Voce (DaniGomes)

Sempre quis dar a você um presente que fosse especial,
Mas falta-me recursos para que fique suficientemente impressionado.

Sempre quis dar a você um presente que fosse inesquecível,
Mas tenho medo que minha simplicidade lhe pareça bobagem.

O que existe de maior valor já é seu, meu respeito.
O que existe de mais nobre já lhe dei, minha amizade.

Espero de alguma forma ter o favor em seus olhos,
De alguma forma estar em seus pensamentos.

Em momentos, ter seu sorriso.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

CLEBER (DaniGomes)


15 de setembro:

Lembranças deixam voce vivo no meu dia a dia...
Ainda lhe vejo parado encostado na moto me esperando com um timido sorriso.
Sinto seu abraço envergonhado e forte nas despedidas.
Escuto sua voz empolgado após marcamos algum passeio.
Meus sorrisos guardei, ao lembrar de ler suas mensagens engraçadas.
Como era bom ligar somente para ouvir voce acordar.
Guardei seu exemplo de disposição, sempre presente e preocupado.
Difícil é nao ter mais teu respeito, sua amizade.
Seu carinho, suas atitudes deixam voce vivo no meu dia a dia...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quantas Vezes (DaniGomes)

Quantas coisas semelhantes todos nós vivemos
Com descobertas, conquistas, perdas e decepções.

Quantas vezes descobrimos que estavamos errados
Quando já era tarde de mais

Quantas vezes nos alegramos por anciedade
Mas logo a decepção

Quantas vezes engolimos as palavras
Por achar que não era o momento certo

Quantas vezes falamos frases totalmente sem sentido
Para a pessoa certa na hora errada

Quantas vezes nos atraímos por alguém
Apenas por um simples e iluminado sorriso

Quantas vezes deixamos de amar por tantos motivos
Mas sem haver uma palavra para explicar-se

Quantas vezes tentamos terminar um namoro
Que nem vimos que começou

Quantas vezes achamos alguém tão lindo
E ninguém mais encherga a mesma coisa

Quantas coisas semelhantes todos nós vivemos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

LEMBRANÇAS (DaniGomes)


Pessoas tem um lado ímpar, que deixam marcas em muitos momentos de nossa vida.
Como uma cicatriz, as vezes uma marca discreta mas profunda.
As vezes não vistas mas estão ali para serem lembradas.
Marcas que valem a pena lembrar, outras para que nao sejam esquecidas.

Tanto sentimento misturado são equilibrados somente com um abraço especial,
de conforto, proteção, sem muitas palavras.
Abraço que precisa de cumplicidade, de outra história para compartilhar em silêncio.

Será que tenho este abraço?
Quem é ímpar para você?